quinta-feira, 14 de maio de 2015

Chocolate vilão ou aliado a saúde? I Parte


Seu nome científico deriva de palavras gregas que significam “alimento dos deuses”.


O chocolate possui pontos positivos e negativos:

Flavonoides presentes no chocolate ajudam na redução da pressão arterial.
Cuidado com o excesso de chocolate: “Comer quantidades elevadas de chocolate mais contribuem para ganho de peso. 
O ideal seria comer chocolate em pequenas quantidades substituindo, de preferência, outros alimentos de alto teor calórico como lanches ou outros tipos de doce”.
O chocolate é símbolo do romantismo traduzido em caixas e cestas de chocolate, a alegria das crianças e adultos na Páscoa. E na Antiguidade, o chocolate é usado no tratamento de beleza, tais como em banhos relaxantes de espuma, no qual faz o papel de revitalizar e hidratar a pele ressecada e desnutrida. Os banhos ainda são feitos em clínicas de estética, mas já existem produtos próprios à base de cacau para serem preparados em casa.
O chocolate, dessa forma, não parece ser o vilão, mas estudos mostram que possui em sua composição uma química venenosa. O composto mais potente do chocolate, um alcaloide de planta chamada teobromina, que é ligeiramente amargo ao paladar, pode ser venenoso para algumas espécies, principalmente para os cães.
Não dê chocolate aos cães. Existem inúmeros alimentos nutritivos e saborosos que farão a alegria de seus mascotes, sem lhes fazer mal algum.
O alerta foi feito pela Dog Help Network, uma rede de ajuda aos cães que observou que: “O Dia dos Namorados é o único grande dia no qual os cães são levados para as salas de emergência por causa do chocolate ingerido por eles”.
Muitos dizem que a gordura e o açúcar nos doces fazem bem ao animal, mas o que está em questão é a ingestão do alcaloide teobromina.

O que é um alcaloide?
É uma substância básica que deriva da essência de plantas, mas também pode ser derivada de fungos, bactérias e até mesmo de animais. Contêm em sua fórmula os elementos nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e carbono. Conhecemos alguns de seus nomes cujo sufixo é ina, como a cafeína (do café, que é chamada de pseudoalcaloide, por ser, na verdade, uma xantina), a cocaína (da coca), a papaverina/morfina/heroína/codeína (da papoula) são alguns exemplos.
Nas plantas, o alcaloide pode existir no estado livre, como sais ou como óxidos, e corresponde aos principais terapêuticos naturais com ação biológica anestésica, analgésica, psicoestimulantes, neurodepressores, etc.


A teobromina no chocolate
A teobromina foi descoberta nos grãos de cacau em 1841. É conhecida por possuir um leve efeito estimulante em humanos, o que explica juntamente com os efeitos da cafeína e alguns outros compostos, a ação estimulante e energética que as pessoas têm ao comer chocolate.
"Afirma-se que ‘em grandes doses’ a teobromina pode causar náuseas e anorexia, e que a ingestão diária de 50-100 gramas de cacau (0,8-1,5 gramas de teobromina) por seres humanos tem sido associada à sudorese, tremor e dor de cabeça”.
Em termos da toxicologia, a dose letal mediana (DL50 ou LD50, do inglês Lethal Dose) é a dose necessária de uma dada substância ou tipo de radiação para matar 50% de uma população em teste. Normalmente, o cálculo é feito a partir dos miligramas da substância por quilograma de massa corporal dos indivíduos testados. O DL50 é usado frequentemente como um indicador da toxicidade aguda de uma substância, e quanto maior a dose que será letal, menos tóxica ela é considerada.
No caso da teobromina, a DL50 é cerca de 1000 mg/kg em humanos. Em gatos é de 200 mg/kg, e em cães é de 300 mg/kg, o que significa que estas duas espécies possuem maior risco. Apesar, dos gatos correrem mais perigo, são os cães os animais mais propensos a ingerir doces. É claro que esse risco varia conforme o tamanho, forma e raça do animal.
Importante - a teobromina concentra-se mais nos chocolates escuros do nos chocolate “ao leite” e “branco”. Os efeitos do chocolate escuro para os caninos são agudos, o que indica alta periculosidade.
Os efeitos da teobromina pode ser clinicamente útil em pequenas quantidades, pois favorece o aumento da frequência cardíaca, dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial. Abre as vias aéreas e estimula a produção de urina, considerado assim, um diurético. Tais efeitos são considerados positivos, se utilizados em um tratamento clínico.
Em um cão, todos esses efeitos são adicionados à náusea aguda, convulsões e hemorragia interna. E, em muitos casos, letal para o animal.
Vimos que a teobromina faz mal aos cachorros, e em excesso nos humanos também pode ser perigoso. Consumido com moderação, pode fazer bem ao coração humano.
Chocolate na prevenção de doenças cardíacas e derrames
Uma pesquisa feita na Alemanha diz que o chocolate pode ser bom para o coração, para a grande felicidade dos amantes desse “manjar dos deuses”.  
A boa notícia é que o chocolate não é tão mau como se costumava pensar, e pode até reduzir o risco de doenças cardíacas e derrame”.
O estudo alemão revelou comer chocolate (em barra, e uma por semana), reduziam o risco de ter um ataque cardíaco em 27%. O risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) foi reduzido em até 48%. Os especialistas em nutrição acreditam que o que faz bem ao coração são os flavonoides compostos no chocolate.
Flavonoides ou bioflavonoides é a designação dada a um grande grupo de metabólitos secundários da classe dos polifenóis, componentes de baixo peso molecular, e que são encontrados em várias espécies vegetais. Os diferentes tipos de flavonoides são encontrados em frutas, flores e vegetais em geral, bem como em alimentos processados como vinho e chá.
Os flavonoides são encontrados nas sementes de cacau, por isso o chocolate escuro tem mais efeito, pois possui mais cacau. O chocolate ao leite, por sua vez, tem mais gordura do que cacau.